Vítor Constâncio recentemente nomeado vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), já fez saber que não vai ocupar o novo cargo sozinho e que vai levar consigo o seu novo e fiel braço direito, o Cão-guia-financeiro de seu nome “Patinhas”. Conforme explicou ao IVA: “o Patinhas é um caniche com faro excepcional para fraudes financeiras e será “os meus olhos” nas novas funções de supervisão no BCE. O cão pertencia à Sr.ª D. Arlete que fazia limpezas no Banco de Portugal. Ela costumava levar o Patinhas que, invariavelmente, urinava em vários documentos do BPN, BCP e BPP que eu tinha para lá num canto do meu gabinete. Na altura não via nada de anormal nos documentos, mas depois de tudo rebentar relacionei A+B e percebi que ele só urinou em casos, repito, que muito mais tarde, percebi terem pequenas irregulares. O animal tem um dom, tem aquilo que me falta e por isso complementa-me. Ao saber disto o BCE quis logo contratar o Patinhas, mas o Governo português só o deixou sair se me levassem a mim também, porque o animal afeiçoou-se muito a mim, todos os dias dormimos a sesta juntos no BdP. Agora temos que esperar até Junho para ir para o BCE porque o Patinhas vai ficar de quarentena e vamos ter que levar umas vacinas. É também o tempo de o treinarmos a atacar ao som da voz do Nuno Melo.”
IVA encontrou Vítor Constâncio no que julgámos ser uma máscara de Teletubby , mas o governador do Banco de Portugal apressou-se a esclarecer:
”Não é máscara nenhuma, para lhe dizer a verdade nem sabia que estávamos no carnaval. Este é a farda oficial que usamos para fazer as nossas inspecções nos bancos. A supervisão bancária é um assunto sério e por isso temos que adoptar uma postura coincidente com essa seriedade e que nos permita, com dignidade, fazer um trabalho rigoroso essencial para apurar eventuais incongruências e irregularidades no sistema bancário. Um dia chegámos a encontrar um banco que tinha uma máquina multibanco que não dava notas de 10€, se não fosse a nossa rápida intervenção sabe-se lá o que poderia ter acontecido e as consequências para a estabilidade de todo o sistema. Consideramos um ultraje o que tem sido dito sobre o nosso trabalho de supervisão. Toda as visitas que fazemos aos bancos são registadas, inclusive em suporte vídeo. Como podem ver no vídeo em anexo, correspondente às nossas vistorias no BPN, desde da nossa primeira visita detectámos para várias irregularidades e agimos em conformidade.”
Foi hoje conhecida a lista de vencedores dos prémios ” E os Ceguinhos Somos Nós?” relativos ao ano de 2008. Estes prestigiados prémios são entregues pela ACAPO e pretendem sensibilizar a sociedade para o facto de a cegueira ir muito além da falta de visão típica daqueles que a sociedade intitula de cegos. ” Ser cego não é apenas não ver a luz do dia, os objectos, as pessoas, enfim, tudo o que nos rodeia. Há pessoas que possuem todas as capacidades físicas de visão e que aparentemente não são cegos, mas no desenrolar da sua vida em sociedade apercebemo-nos que sofrem graves deficiências de visão, que geralmente são muito especificas e pontuais, e que por isso temos que estar muito alerta aos sintomas. Estes prémios pretendem sensibilizar a população porque essas pessoas também precisam de apoio.” Contou ao IVA Esmeraldo Boavista secretário geral da ACAPO. IVA divulga em primeira mão os vencedores.
Bengala de Ouro - Vítor Constâncio - Presidente do Banco de Portugal - pelo trabalho de desenvolvido na supervisão bancária.
Bengala de Prata - José Sócrates - Primeiro Ministro e vendedor em part time de computadores Magalhães - pelo seu trabalho em geral como responsável do Governo e em especifico por não conseguir ver a recessão da economia Portuguesa.
Bengala de Bronze - Manuel Sebastião - Presidente da Autoridade da Concorrência - pela análise astuta do estabelecimento do preço da gasolina por parte das gasolineiras.
O Júri decidiu ainda dar duas menções honrosas:
Paulo Bento - Treinador do Sporting Clube de Portugal - pela insistência no sistema de jogo em losango e no seu penteado e pela sua percepção da acção disciplinadora que tem tido na equipa.
Manuela Ferreira Leite - Presidente do PSD - por todo o trabalho que tem desenvolvido à frente do Partido.
O prémio Bengala de Lata ( este prémio é atribuído à personalidade que se distinguiu por ter uma visão acima da média ) foi para o árbitro Pedro Henriques.
Francisca é guineense já trabalhou para cinco empresas de limpeza diferentes mas sempre no Banco de Portugal (BP). Está no piso da direcção há cerca de 4 anos e contou ao IVA que já por várias vezes tinha alertado Vítor Constâncio para irregularidades no BPN “eu arrumava os papéis em cima da secretária do Dr. e muito cedo percebi que aquilo não estava bem porque era o que diziam todas as letras gordas dos papéis. Uma vez até li qualquer coisa de lavagem de dinheiro e perguntei se queria que eu lavasse aqui algum dinheiro também, porque estranhei nunca me terem pedido. A princípio nem arrumava os papéis para ter a certeza que o Dr. os lia, mas depois e como não acontecia nada até comecei a sublinhar as partes mais importantes. Um dia perguntei-lhe se ele não fazia nada e ele respondeu-me que já tinha ligado para o BPN várias vezes e que os administradores diziam que estava tudo bem… Todo o pessoal da limpeza daqui sabia que as coisas estavam erradas no BPN.”. IVA sabe que a falência do BPN já é conhecida como a falência “Tintin” porque dos 7 aos 77 anos toda a gente sabia o que mais tarde ou mais cedo ia acontecer.