IVA encontrou Vítor Constâncio no que julgámos ser uma máscara de Teletubby , mas o governador do Banco de Portugal apressou-se a esclarecer:
”Não é máscara nenhuma, para lhe dizer a verdade nem sabia que estávamos no carnaval. Este é a farda oficial que usamos para fazer as nossas inspecções nos bancos. A supervisão bancária é um assunto sério e por isso temos que adoptar uma postura coincidente com essa seriedade e que nos permita, com dignidade, fazer um trabalho rigoroso essencial para apurar eventuais incongruências e irregularidades no sistema bancário. Um dia chegámos a encontrar um banco que tinha uma máquina multibanco que não dava notas de 10€, se não fosse a nossa rápida intervenção sabe-se lá o que poderia ter acontecido e as consequências para a estabilidade de todo o sistema. Consideramos um ultraje o que tem sido dito sobre o nosso trabalho de supervisão. Toda as visitas que fazemos aos bancos são registadas, inclusive em suporte vídeo. Como podem ver no vídeo em anexo, correspondente às nossas vistorias no BPN, desde da nossa primeira visita detectámos para várias irregularidades e agimos em conformidade.”
Para este carnaval o ministro Santos Silva escolheu a fantasia de Caça Fantasmas e explicou ao IVA.
“Assenta-me que nem uma luva. Para caçar forças negras e poderes ocultos não há melhor. Eles andam aí, mas com isto não vai escapar nenhum! (começa a cantar) If there’s something strange in your neighbourhood.. Who you gonna call? Santos Silva! If there’s something weird and it don’t look good Who you gonna call? Santos Silva!! Agora é que ninguém me segura! QUANTOS SÃO??? QUANTOS SÃO???
Para dizer a verdade eu na infância não tive um carnaval muito feliz, a minha mãe mascarava-me sempre de Pierrot, com duas lágrimas desenhadas debaixo do olho direito e um fato acetinado cor de rosa e branco. Os outros miúdos iam todos vestidos de cowboys, futebolistas, policias… e tinham que malhar em alguém, adivinhem quem é que eles escolhiam? Sempre o desgraçado do pierrot que só se podia defender com uma rosa murcha que tinha mão e que nem espinhos tinha para os arranhar. Mas graça a Sócrates a vida dá muitas voltas, a rosa ganhou força e espinhos bicudos! E agora é que vemos quem é que malha em quem!”
A máscara de Dias Loureiro foi um presente de alguns amigos. Dias Loureiro explicou ao IVA:
“Eu este ano até já tinha pensado em mascarar-me de Pinóquio, para fazer a piada com o Sócrates que é um grande mentiroso e eu não gosto de mentirosos, mas uns amigos meus ofereceram-me este fato e eu não resisti. O mais engraçado do carnaval é podermos vestir a pele de personagens que não temos possibilidade de sermos na vida real e por isso esta máscara é ideal para mim. O mais engraçado era chamarem-me ainda esta semana à comissão de inquérito do parlamento, porque podia ir assim vestido e ia ser muito divertido.”
Desde que aderiu às novas tecnologias, e em particular ao twitter, o nosso Presidente ficou deslumbrado com o pássaro.
Cavaco explicou ao IVA:
“Eu queria o Twitter, mas como na loja de fantasias só conheciam o Twitty…O pior é o calor, tive que reforçar a dose de Old Spice, e ainda por cima agora não tenho viajado e é mais difícil comprar no freeshop. Mas uma senhora que faz limpeza aqui no Palácio tem uma irmã que tem uma afilhada que é prima de uma senhora que faz umas horas no aeroporto e ficou de ver se podia comprar uns frasquinhos para repor o stock. O mais giro é ir assim vestido e fazer umas correrias para assustar os pombos ali dos Jerónimos, mas não posso demorar muito porque depois muda a guarda do palácio e é um sarilho para voltar a entrar porque ninguém me reconhece. Eu sempre gostei muito do carnaval e lá em Boliqueime não era assim tão sofisticado, era mais tradicional e só nos mascarávamos com cascas de laranja, mas também era muito divertido. Eram meses para sair o cheiro, mas a vitamina C faz muito bem à pele e acho que é graças a isso que nunca tive problemas de caspa. Ainda houve um dia que parecia caspa, mas tinha comido uma bola de berlim e era só açúcar. A Maria disse-me logo que a caspa não era tão doce, ela percebe muito destas coisas.”