“Armando Vara foi promovido na Caixa Geral de Depósitos (CGD) um mês e meio depois de ter abandonado os quadros do banco público para assumir a vice-presidência do Banco Comercial Portugal (BCP).” In Jornal Público
Quando se exerce um cargo por nomeação, independentemente do mérito e das qualificações técnicas que o nomeado possui para exercer o respectivo cargo, é perfeitamente natural que o sistema de avaliação e de promoções não tenha as regras comuns da maioria das empresas. Ao abandonar a administração da CGD Armando Vara tomou uma decisão que foi benéfica para o banco, é por isso mais do que lógico que seja recompensado desse facto um mês e meio depois de ter abandonado o seu cargo. Quando a administração da CGD tem a certeza absoluta que ele já não pode voltar recompensa-o por esse facto, porque ao sair Armando Vara prestou o seu melhor serviço à CGD, ainda mais se nos lembrarmos que a sua saída foi para administração de um banco concorrente. Faz todo o sentido. É nestas alturas que se percebe que nós portugueses por vezes não conseguimos ver mais além, apenas vemos o imediato e tendencialmente criticamos sem pensar. Esta promoção tem custos para o erário público? Claro que tem, mas quais seriam os custos se Armando Vara continuasse a exercer o seu cargo na CGD?




January 13th, 2009 at 11:39 am
Muito bom! Abc JA