A Associação Portuguesa de Apostadores nas Totolotarias (APAT) quer que o governo compense os milhares de associados que ao longo de anos apostaram na lotaria, totoloto, totobola e euromilhões e que nunca ganharam prémios que cobrissem o valor total gasto nas apostas. “Foram anos e anos de investimento no jogo e que criámos expectativas de ganhos que nunca foram alcançados. Estamos a falar de pessoas com poucas posses que sempre esperaram mudar de vida com um seis no totoloto, um treze no totobola ou um jackpot do euromilhões… As pessoas sonham com o que poderiam fazer com os prémios e na grande maioria das vezes as expectativas são defraudadas. No fundo não é diferente do que acontece com as pessoas que têm dinheiro aplicado nos fundos de investimento do BPP. Também investiram dinheiro com a expectativa de um lucro que não se concretizou e sabendo de antemão que poderiam perder dinheiro, que foi o que acabou por acontecer. Se o Estado intervém para salvar o dinheiro investido nos bancos não vemos razão para não o fazer com os associados da APAT. Ainda para mais estando os jogos associados à Santa Casa da Misericórdia, consideramos que os nossos investimentos tiveram um contributo maior para a Sociedade do que aqueles que tinham o dinheiro no BPP, que só contribuíram para pagar salários de luxo a administradores dos bancos!” conta ao IVA Esmeraldo Sortudo presidente da APAT e criador da petição que pretende que os meses passem a ter 49 dias para poder apostar mais adequadamente utilizando a estratégia dos dias de aniversário de familiares e amigos.



